Um egoísmo diabólico
tomou conta do meu corpo;
Aquele sentimento de perda havia mexido muito comigo...
Como é possível ter
acontecido isso?
Como permiti que todo este sentimento mentiroso invadisse a
minha vida?
Aquelas perguntas martelavam o meu inconsciente...
Não! Eu havia vivido sim! Não era mentira! Meus sentimentos
não se enganam dessa forma (...)
Encontrar-se comigo mesma não tinha sido nada fácil
Havia deixado seqüelas irreparáveis...
E o pior ainda está por vir...pasmem...Falei comigo mesma!
Não um diálogo interno, mas externo!!
Como aquilo tudo tinha sido perigoso e excitante...
Naquela noite decidi acabar com o meu duplo.
Seria possível?
Não...
Acabei descobrindo que ele está em outras mentes,em outros
corpos, em outros braços, em outros olhos...e eu estou presente em todos
eles...
Porque eu sou o mundo...
E o meu duplo é eterno...
(Isabelle Pessoa)
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